Será que os 24 euros estão assim tão longe?
NOTA: Análise técnica realizada em 19/02/2001 por Bolsamais. Disponível para efeitos didáticos.
Entre Setembro e Dezembro, nada distinguia este papel de um que tivesse uma OPA pendente, com o mercado a assimilar os 26.5 euros como tecto para a cotação do papel, com a empresa já sobreavaliada. Já nessa altura o prémio derivado do interesse competitivo que esta empresa tem suscitado em diversos grupos económicos começava a ser demasiado alto para que a Cimpor tivesse espaço de subida. Nos dias em torno de 8 de Janeiro registou-se uma ligeira quebra da cotação, mas logo se retomaram os níveis anteriores, com uma subida lenta e feita com baixos volumes.
Os 27 euros foram quebrados no dia 24 de Janeiro, com os indicadores de referência positivos mas o volume sempre em quebra. A aproximação da AG para alteração de estatutos (20 de Fevereiro) fez claramente com que a cotação do papel fosse empolada e pela primeira vez vimos um cabeçalho de notícia onde os preços da Cimpor eram classificados de "absurdos". Logo que terminou a possibilidade de compra de acções com direito a voto nesta AG (6/2) a Cimpor corrigiu.
Como dissémos na nossa análise anterior, para 7/2, estávamos então na altura ideal para reduzir a exposição ao papel. Os indicadores de referência começavam então a dar sinais de saturação, com divergências negativas no Money Flow e no CCI, e o resultado foi o que se viu. Continuamos a achar que será extremamente complicado manter a cotação da empresa nos valores actuais. A médio prazo, podemos estar a assistir ao segundo ombro de uma formação de cabeça-e-ombros que se se completar poderá ter o seu alvo algures na região entre 24 e 24.5 euros. O Money Flow de Chaikin continua extremamente positivo, mas o MACD em sinal de venda e o CCI negativo apontam para a continuação da correcção.
Suportes: 27, 26.5, 26, 25.5, 25, 24.5, 24
Resistências: 28, 29, 29.5, 30








