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21 outubro 2010

Euro volta a quebrar barreira dos 1,40 dólares

A desaceleração da economia norte-americana está a motivar a subida da moeda única.

O euro está hoje a subir 0,58% para 1,4045 dólares, mantendo a tendência de alta iniciada ontem, depois de três sessões em queda.

A puxar pela divisa comunitária estão as "revelações" do Livro Bege da Reserva Federal (Fed) norte-americana. O documento que resulta dos estudos elaborados pelas doze Fed regionais dos Estados Unidos deu ontem conta de que a economia do país continua a crescer, "no seu conjunto", embora a um ritmo lento, o que se deve, sobretudo, ao fraco consumo.

Os dados divulgados ontem sinalizam que a instituição liderada por Ben Bernanke poderá mesmo ter que avançar com novas medidas de estímulo à economia, para além de manter uma política monetária flexível.

Além disso, a moeda única está a beneficiar de um relatório conhecido hoje na Europa, que mostrou que a produção industrial da zona euro subiu inesperadamente, segundo a Bloomberg.

Euro dispara 2% com expectativas de mais ajudas da Fed aos EUA

A moeda comunitária está a avançar 2% e a anular as perdas da sessão de ontem. Os investidores aguardam o Livro Bege da Fed.

O euro avança 1,78% para negociar nos 1,397 dólares, a beneficiar dos receios em torno da economia norte-americana, que estão a pressionar a 'nota verde'. Esta é a maior subida intradiária da moeda única em quase quatro meses. No dia 1 de Julho o Euro chegou a acelerar 2,5% durante a negociação.

Os olhos dos investidores estão hoje virados para a divulgação do Livro Bege da Reserva Federal norte-americana, que deverá sinalizar que o banco central vai voltar ao mercado de dívida para ajudar à retoma da maior economia do mundo.

No seu último discurso, Ben Bernanke disse que a instituição está preparada para intervir com mais estímulos à economia, um assunto que deverá ficar decidido em Novembro, na reunião de dois dias da Fed.

Os economistas esperam que o banco central norte-americano avance com uma nova vaga de compra de títulos de dívida pública, operação conhecida por 'quantitative easing'. Desta forma, a Fed aumentaria a liquidez dos mercados, afastando um cenário de subida dos juros, o que impede a valorização do dólar.

A penalizar o dólar e, consequentemente, a contribuir para a escalada do euro, está também o anúncio de que a China aumentou a sua taxa de juro pela primeira vez em três anos. O Governo de Pequim anunciou ontem uma subida de 5,31% para 5,56% na sua taxa de referência.